China pede que Obama não se reúna com o Dalai Lama

A China pediu que os Estados Unidos retirem o convite para que o Dalai Lama se encontre com o presidente Barack Obama na Casa Branca, dizendo que isso prejudicaria as relações entre os dois países. Em um comunicado publicado no site do Ministério de Relações Exteriores chinês, o porta-voz Hong Lei afirmou que o convite deveria ser retirado para evitar uma interferência em assuntos internos da China.

AE, Agência Estado

16 de julho de 2011 | 10h22

"Nós firmemente nos opomos a qualquer autoridade estrangeira se reunindo com o Dalai Lama de qualquer forma", disse Hong. "Nós esperamos que os Estados Unidos honrem seu sério compromisso de reconhecer o Tibete como parte da China e de se opor à independência do Tibete", acrescentou. O alerta foi feito após meses de melhora nos laços entre Estados Unidos e China, fortalecidos pela bem sucedida visita do presidente da China, Hu Jintao, a Washington, em janeiro.

A planejada reunião deste sábado entre Obama e o exilado líder espiritual tibetano pode prejudicar as visitas programadas para os próximos meses. A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, deve viajar para a cidade chinesa de Shenzhen em 25 de julho e o vice-presidente, Joseph Biden, também deve ir à China nas próximas semanas, o que deve ser seguido por uma viagem do vice-presidente chinês, Xi Jinping, a Washington.

Obama se encontrou com o Dalai Lama pela última vez em fevereiro do ano passado, enfurecendo Pequim, que vê o vencedor do Nobel da Paz como um separatista que quer acabar com o controle chinês no Tibete. O Dalai Lama nega as acusações e afirma que busca apenas um alto nível de autonomia para a região Himalaia.

O Tibete tem sido fonte de controvérsias há décadas, desde que Pequim enviou tropas para ocupar a região em seguida à Revolução Comunista de 1949. O governo da China insiste que a região era parte do território chinês há séculos, o que é contestado pelos tibetanos. Uma insurreição fracassada em 1959 levou o Dalai Lama a fugir para a Índia. As informações são da Associated Press.

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