Lam Yik Fei / The New York Times
Lam Yik Fei / The New York Times

China pede que Reino Unido não interfira na crise em Hong Kong

Ministro de Relações exteriores do Reino Unido havia pedido investigação independente sobre protestos

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2019 | 04h15

PEQUIM - Em comunicado publicado no sábado, 10, a China reagiu a declarações do ministro de relações exteriores britânico, Dominic Raab, e pediu que o Reino Unido não interfira na crise em Hong Kong. Raab havia expressado preocupação com as manifestações em conversa com o chefe do governo local, Carrie Lam.

Na sexta-feira, o ministro britânico entrou em contato com Lam, para pedir uma "investigação totalmente independente sobre os eventos recentes", em referência a repressão das manifestações contra o governo.

Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, afirmou em nota que o país "pede solenemente ao Reino Unido que cesse imediatamente qualquer ação que interfira nos assuntos de Hong Kong e ingere os assuntos internos da China".

Hong Kong vive sua maior crise política desde 1997, quando foi devolvida pelo Reino Unido à China sob a prerrogativa de "um país, dois sistemas", que possibilita independência jurídica e econômica ao território.

Os protestos tiveram início há cerca de dois quando Carrie Lam apresentou um projeto de lei que previa extradição de detentos à China. O projeto foi suspenso, mas os manifestantes passaram a pedir renúncia da chefe do executivo chinês e convocação de eleições diretas. /AFP

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