AP Photo/Andy Wong, File
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China pede que Trump cumpra com compromissos do Acordo de Paris

Lu Kang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, disse que o acordo foi difícil de se conseguir e contou com contribuições positivas dos dois países; ele negou que decisão americana possa influenciar Pequim

O Estado de S.Paulo

29 de março de 2017 | 13h17

PEQUIM - O governo chinês pediu nesta quarta-feira, 29, ao presidente americano, Donald Trump, que cumpra com os compromissos do Acordo de Paris, que os Estados Unidos ratificaram durante o mandato de Barack Obama, apesar da recente ordem do novo líder de acabar com a política contra a mudança climática de seu antecessor.

"Ainda acreditamos que todas as partes (...) devem cumprir com seus compromissos e implementar o acordo", respondeu nesta quarta o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, ao ser perguntado sobre o decreto assinado na véspera por Trump, com o qual procura a independência energética do país, e criar empregos acabando com as políticas ambientais e com o legado contra a mudança climática de Obama.

O porta-voz de Pequim reafirmou, durante uma entrevista coletiva, o compromisso da China com o clima e afirmou que o gigante asiático está "decidido" a cumprir com suas obrigações "cem por cento".

Lu lembrou que o Acordo de Paris, que Trump ameaçou abandonar, não foi fácil de conseguir. "É um marco na campanha global" contra a mudança climática, ressaltou. "Todas as partes (envolvidas) realizaram contribuições positivas, incluindo a China e Estados Unidos", acrescentou.

O porta-voz afirmou que a China não será afetada pelo que fizerem outros países. "Tanto se seguirem comprometidos como se não, a China está decidida a cumprir os objetivos".

O governo chinês seguirá trabalhando com outras nações para fomentar o diálogo e tratará de aumentar seus esforços para conseguir um desenvolvimento econômico "verde", com um baixo consumo de energias poluentes como o carvão, apontou.

O porta-voz recusou comentar se o presidente da China, Xi Jinping, tratará este assunto durante seu primeiro encontro com Trump, que pode ocorrer na próxima semana nos Estados Unidos, embora ainda não tenha sido anunciado oficialmente. "Por enquanto, não tenho informação a oferecer", se limitou a dizer Lu Kang. / EFE

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