China permitirá saída de norte-coreanos que pediram asilo

A China anunciou hoje que permitirá que um grupo de norte-coreanos que pediram asilo em uma embaixada sul-coreana saia de Pequim, pondo fim a um conflito diplomático que já durava um mês. Os solicitantes de asilo, cujo número supera 20, poderão sair depois que a China constatar suas identidades e se assegurar que nenhum deles cometeu delitos dentro do país, disse o porta-voz da chancelaria chinesa, Liu Jianchao."A coréia do Sul entendeu por completo e aceitou a exigência da China para que os escritórios diplomáticos não fossem usados como um canal para a imigração ilegal", afirmou Liu, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. O acordo foi atingido depois de uma série de negociações diplomáticas. Não ficou claro quando os norte-coreanos poderão abandonar a China. Shin Jung-seung, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano, disse que os norte-coreanos sairão de Pequim o mais rápido possível e viajarão para um terceiro país antes de chegar por definitivo à Coréia do Sul.Shin indicou que 23 refugiados receberão autorização para deixar a China. Um norte-coreano, a quem as autoridades chinesas detiveram depois de retirá-lo à força do escritório de vistos da embaixada sul-coreana em 13 de junho, também poderá sair. A polícia chinesa deu golpes e pontapés em diplomatas que tentavam impedir a saída do norte-coreano dos escritórios. Seul exigiu do governo chinês a entrega do homem e desculpas oficiais. Shin afirmou que a China "desculpou-se" pelo incidente.Outros dois norte-coreanos que haviam pedido refúgio na embaixada do Canadá saíram da China hoje, informou um porta-voz da embaixada canadense.

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