China planeja retirar 1,3 mi de áreas de risco por terremoto

Governo pretende fazer remoção em quatro horas; pelo menos 35 lagos se formaram com bloqueio de rios

Efe,

30 de maio de 2008 | 07h52

A China planeja retirar 1,3 milhão de pessoas ameaçadas pelo transbordamento do lago Tangjiashan, situado na região mais afetada pelo terremoto que atingiu o país no dia 12. Pelo menos 35 lagos se formaram por conta do bloqueio do curso de rios por escombros e deslizamentos de terra após o tremor. Pequim pretende ainda realizar a retirada em massa em quatro horas. Durante a semana, os cerca de 5 milhões de moradores de Mianyang tiveram de ensaiar manobras de retirada nos últimos dias como preparativo para um eventual transbordamento do lago.   Veja também: Número oficial de mortos chega a 68.858 Mapa da destruição na China  Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédia    As autoridades da cidade de Mianyang desmentiram nesta sexta-feira, 30, que tenham ordenado a retirada imediata de 1,3 milhão de pessoas por conta dos riscos do possível transbordamento de um dos lagos formados pelo tremor registrado no país no último dia 12, como tinha informado previamente a agência estatal. Mais cedo, a Xinhua tinha informado que o secretário do Partido Comunista da cidade de Mianyang, Tan Li, ordenou a transferência de residentes em áreas próximas ao lago para zonas mais altas assinaladas pelo governo "diante do temor" de que transborde em conseqüência das fortes réplicas.   "Não há qualquer ordem, é só um plano", disse um porta-voz do Departamento de Informação do governo da cidade de Mianyang, perto do lago Tangjiashan, um dos 35 formados por causa do terremoto. As autoridades locais lidam com três planos de contingência perante o eventual transbordamento do lago Tangjiashan: retirar 158 mil pessoas se um terço de seu volume transbordar, 1,2 milhão se a quantidade de água subir à metade e 1,3 milhão se o dique de contenção se romper, explicou a fonte. A fonte consultada, que também é responsável pelo site do Departamento de Informação do governo de Mianyang, disse que a notícia da Xinhua "não é correta" e que só são planos de contenção.   Até o momento, porém, nada indica que os detritos que bloquearam o curso do rio em um área a pouco mais de três quilômetros da cidade de Beichuan estejam a ponto de ceder. Enquanto isso, o governo chinês elevou para 68.858 o número oficial de mortos na tragédia de 12 de maio. A cifra de desaparecidos foi revisada para 18.618 pessoas. O terremoto de 7,9 graus na escala Richter deixou ainda 366.586 feridos.

Tudo o que sabemos sobre:
Chinaterremoto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.