China: postura do Brics com relação à Líbia mostra preocupações comuns

Acadêmico Qu Xing diz que embora os membros do grupo atuem segundo seus próprios interesses, tomam decisões similares, o que mostra que compartilham das mesmas preocupações quanto à paz internacional

Efe,

23 de março de 2011 | 04h48

PEQUIM - A abstenção de quatro membros do Brics na votação da ONU para a intervenção militar na Líbia mostra que seus membros "compartilham das mesmas preocupações" e que a "comunidade internacional está divida sobre este tema", segundo Qu Xing, presidente do Instituto Chinês de Estudos Internacionais.

 

O acadêmico assinalou em entrevista coletiva que embora os membros do Brics (Rússia, Brasil, China, Índia e África do Sul) atuem segundo seus próprios interesses, "tomam decisões similares, o que nos mostra que compartilham das mesmas preocupações quanto à paz internacional e às estratégias de desenvolvimento".

 

"Acho que a razão de os países do Brics concordarem (em muitos assuntos) é seu similar estado de desenvolvimento econômico e de comércio exterior", acrescentou Qu.

 

O analista assinalou que para o Brics, cuja cúpula será realizada na ilha chinesa de Hainan em meados de abril, "ter uma agenda política não é uma preocupação-chave neste momento", embora não descarte que o seja no futuro.

 

A China, membro permanente do Conselho de Segurança, se absteve junto com Rússia, Índia, Brasil e outros países na votação por considerar a situação líbia um assunto interno do país, mas não votou contra a resolução por responder a uma solicitação da Liga Árabe, assinalou Qu.

 

A África do Sul, novo membro do Brics, no entanto, votou a favor da resolução.

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