EFE/STRINGER
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China prende 12 pessoas e indicia 11 no caso das explosões em Tianjin

Entre os detidos estão o presidente e vice-presidente da empresa proprietária do armazém que explodiu; funcionários e executivos foram acusados na investigação 

O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2015 | 07h30

XANGAI - A China deteve formalmente 12 pessoas pelas explosões na cidade de Tianjin, ocorridas no dia 12, e indiciou 11 funcionários e executivos portuários de negligência ou abuso de poder. Até agora, o número de mortos na tragédia é de 145 pessoas. A tragédia ocorreu em um terminal de contêineres do porto no qual estavam armazenadas 3.000 toneladas de produtos perigosos, especialmente 700 toneladas de cianureto sódico altamente tóxico. 

O presidente, o vice-presidente e três vice-diretores gerais da Tianjin Ruihai International Logistics, empresa proprietária do armazém que explodiu, estão entre os "detidos criminalmente", afirmou a agência de notícias estatal Xinhua nesta quinta-feira, 27. Segundo a polícia, os detidos são considerados suspeitos de armazenar ilegalmente produtos químicos perigosos, violando várias normas de segurança.

As detenções ocorrem um dia depois de o Partido Comunista demitir o chefe da agência reguladora de segurança do trabalho, um ex-vice-prefeito de Tianjin, por suspeita de corrupção, mas sem fazer uma ligação explícita com as explosões.

Os indiciados são funcionários de diferentes departamentos administrativos, assim como executivos do porto de Tianjin, contra os quais foram apresentadas acusações como abandono do dever ou abuso de poder, segundo um comunicado da Procuradoria Popular Suprema citado pela Xinhua. Entre os funcionários acusados estão o responsável da comissão municipal de transporte de Tianjin, Wu Dai, e o presidente da autoridade do porto da cidade, Zheng Qingyue.

O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu que as autoridades aprenderão as lições pagas com sangue. Cresce a irritação no país com as normas de segurança, depois de três décadas de crescimento econômico intenso marcadas por incidentes que vão de desastres na mineração a incêndios em fábricas.

A investigação mostra que vários funcionários de categoria intermediária do distrito portuário de Tianjin poderiam ter recebido subornos desta e outras empresas para ignorar possíveis violações de segurança.

O número de mortos pelas explosões no 10.º porto mais movimentado do mundo aumenta a cada dia e ainda há 28 pessoas desaparecidas, afirmou o governo de Tianjin em mensagem publicada na rede social local Weibo. Dos mais de 700 feridos no acidente, 527 continuam hospitalizados, 34 deles em estado grave, e 272 já receberam alta. /EFE e REUTERS

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