China prende 4 após incêndio que matou mais de 50 em Xangai

Fogo em prédio de 28 andares que abrigava 156 famílias teria sido causado por soldador ilegal durante reforma.

BBC Brasil, BBC

16 de novembro de 2010 | 05h45

Quatro pessoas foram presas na China nesta terça-feira após um incêndio em um arranha-céu em Xangai que deixou pelo menos 53 pessoas mortas na véspera.

Segundo a mídia estatal chinesa, uma investigação inicial indicou que o incêndio teria sido provocado por soldadores ilegais.

O prédio, que abrigava professores, muitos deles aposentados, estava sendo reformado quando pegou fogo na segunda-feira.

As pessoas presas não foram identificadas.

O prédio abrigava 156 famílias no total. Segundo as autoridades locais, mais de cem pessoas foram resgatadas durante o incêndio.

Hospitais locais disseram ter tratado pelo menos 90 pessoas, muitas delas com ferimentos graves. Algumas pessoas ainda estão desaparecidas e poderiam estar nos escombros do edifício.

Punidos

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, o ministro da Segurança Pública, Meng Jianzhu, afirmou que os responsáveis pelo incêndio serão punidos.

Os bombeiros lutaram por várias horas para controlar o incêndio no prédio de 28 andares.

Testemunhas disseram que o fogo começou em uma pilha de materiais de construção e se espalhou rapidamente pelos andaimes feitos de bambu, incendiando todo o prédio.

Mais de 80 caminhões de bombeiros foram enviados ao local, e mangueiras tiveram que ser colocadas em um prédio próximo para atingir as chamas.

A TV chinesa mostrou pessoas se agarrando aos andaimes no entorno do prédio enquanto aguardavam ser resgatadas.

Lições

O ministro Meng viajou a Xangai no início da manhã desta terça-feira para acompanhar os trabalhos de resgate e atendimento às vítimas.

Ele pediu às autoridades locais que ajudassem a encontrar as pessoas ainda desaparecidas e que assegurassem que o público receba informações atualizadas sobre o que aconteceu.

Meng afirmou que devem ser aprendidas lições para prevenir acidentes semelhantes e anunciou que uma equipe de investigações responderia diretamente ao gabinete do governo chinês.

Segundo o correspondente da BBC em Xangai Chris Hogg, o ministro parecia estar tentando se antecipar às preocupações sobre uma possível tentativa dos responsáveis de escapar da Justiça.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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