China prende 4 suspeitos de participação em atentado

Ataque aconteceu em Aksu, região que foi palco de conflitos étnicos em 2009

Efe

26 de agosto de 2010 | 05h38

PEQUIM - Quatro suspeitos foram detidos na região autônoma de Xinjiang (noroeste da China) por suposto envolvimento no caso de um atentado com uma bomba acoplada a um triciclo elétrico que na semana passada causou a morte de seis pessoas deixou outras 15 feridas, informou a imprensa oficial, citando fontes policiais.

A polícia só deu o nome de um dos detidos, Ehmet Kurban, suposto líder de um grupo do qual faziam parte os outros detidos, assim como os dois autores do atentado, que faleceram na explosão.

O ataque aconteceu no último dia 19 na cidade de Aksu, no sul de Xinjiang, uma região que em 2009 foi palco de violentos enfrentamentos entre a minoria uigur e a etnia han (chineses propriamente ditos), majoritária no país asiático.

Durante o ataque, um homem de etnia uigur dirigiu o veículo de três rodas, carregado de explosivos, contra uma multidão em um subúrbio da cidade de Aksu, próxima à fronteira com o Quirguistão.

Este foi o pior incidente na região de Xinjiang desde as revoltas étnicas que, em julho do ano passado, causaram as mortes de pelo menos 198 pessoas e deixaram mais de 1.600 feridos, segundo dados do governo chinês.

Xinjiang foi habitada durante séculos pelos uigures, etnia de religião muçulmana, mas o Governo chinês manteve durante décadas uma política de colonização da região que fez dela uma etnia minoritária em sua própria terra, em benefício da maioria Han.

Grupos separatistas uigures acusam o Governo chinês de reprimir e segregar sua cultura e de torturar seus membros ou executá-los sob falsas acusações de terrorismo.

Pequim argumenta que os independentistas uigures têm vínculos com a organização terrorista internacional Al Qaeda, enquanto grupos de direitos humanos e uigures no exílio acusam o regime comunista de usar essa justificativa para aumentar a repressão religiosa e cultural contra a minoria.

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