China prende 94 pessoas por conflitos étnicos

O governo chinês informou hoje que a polícia local deteve 94 pessoas envolvidas nos conflitos ocorridos em julho, na região de Xinjiang, onde cerca de 200 pessoas morreram após confrontos de dois grupos étnicos - os uigures (turcos e muçulmanos) e os Hans (chineses). Até sexta-feira, a China já havia expedido 17 sentenças de morte relacionadas à violência em Xinjiang, a pior em décadas.

AE-AP, Agencia Estado

09 de dezembro de 2009 | 17h13

Uma campanha de "golpe duro" realizada no mês passado capturou os últimas 94 participantes dos distúrbios, disse a polícia local. O escritório, no entanto, disse que não havia mais detalhes sobre quantos era uigures e quantos eram Hans entre os detidos. Das oito sentenças de morte emitidas na semana passada, sete tinham nomes indicando que eram uigures.

Muitos uigures se ressentem da dura administração chinesa em Xinjiang, sua terra natal. A China diz que respeita os direitos da minorias e que investiu bilhões na melhoria do padrão de vida e na economia de áreas minoritárias como Xinjiang.

A China culpa grupos sediados no exterior pela violência na região. Os grupos negam. Cinco meses após as manifestações, Xinjiang continua sob forte esquema de segurança. O acesso à internet foi cortado e chamadas internacionais diretas estão bloqueadas.

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