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China preocupa o Pentágono no espaço e no ciberespaço

A China está desenvolvendo armas quedesativariam a tecnologia espacial de inimigos, como satélites,em caso de conflito, diz um relatório divulgado nasegunda-feira pelo Pentágono. O texto afirma também que "numerosas" invasões em redes deinformática mundo afora no último ano, inclusive algumas depropriedade do governo dos EUA, têm origem na China. A avaliação aparece em um relatório anual do Pentágono aoCongresso sobre o poderio militar chinês. Pequim habitualmentecritica o relatório, afirmando que ele se equivoca ao retratara China como uma ameaça. David Sedney, especialista em China do Pentágono, disse quenão há alarme por parte dos EUA, mas reiterou as frequentescríticas norte-americanas quanto à falta de transparência dePequim para as razões da rápida modernização das suas ForçasArmadas e do aumento de seus gastos militares. "Acho que a maior coisa para as pessoas se preocuparem érealmente o fato de que não temos esse tipo de compreensãoestratégica das intenções chinesas. Isso gera incerteza", disseSedney, subsecretário-assistente de Defesa para o Leste daÁsia.Sedney disse que há especial preocupação com as atividades daChina no espaço e no ciberespaço. "A China está desenvolvendo um programa multidimensionalpara limitar ou evitar o uso de patrimônio espacial por partede seus potenciais adversários durante momentos de crises ouconflito", disse o relatório. O texto diz que o Exército de Libertação Popular "estáexplorando embaralhadores de satélites, armas de energiacinética, lasers de alta potência, armas de microondas de altapotência, armas com feixes de partículas e armas de pulsoeletromagnético para aplicação contra-espacial". O documento lembra ainda que a China destruiu com um míssila um satélite desativado em janeiro de 2007, fato que já eracitado no relatório anterior. "Continuamos pedindo aos chineses que se sentem paraconversar conosco sobre aquele teste, e eles não [aceitam]",afirmou Sedney.

ANDREW GRAY, REUTERS

03 de março de 2008 | 22h24

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