China: presidente da FAW é alvo de investigação

A agência de vigilância interna do Partido Comunista colocou o presidente da terceira maior fabricante de automóveis da China em vendas sob investigação, em uma nova onda de inquéritos da repressão anticorrupção do país. Em comunicado divulgado neste domingo, a Comissão Central para Inspeção Disciplinar disse que Xu Jianyi, presidente da estatal FAW Group, é suspeito "de violações graves à disciplina e às leis". A frase é normalmente usada na China em casos relacionados à corrupção.

AE, Estadão Conteúdo

15 Março 2015 | 09h57

A FAW é uma importante parceira chinesa da Volkswagen e Toyota Motor. Fundada em 1953, a empresa tem uma história que remonta à era Mao.

Na iniciativa para coibir a corrupção que começou há dois anos, líderes partidários enviam equipes de investigação às empresas estatais, agências do governo central e governos provinciais.

Em um anúncio separado, a comissão disse que um líder provincial sênior, o vice-secretário do Partido Comunista Qiu He, foi colocado sob investigação por violações de disciplina não especificadas. Xu e Qiu não foram localizados para comentar o assunto. A comissão não forneceu informações adicionais.

A FAW e sua joint venture com a Volkswagen já foram alvo de escrutínio antes. Em junho de 2012, o Escritório Nacional de Auditoria disse que encontrou imperícia de FAW e FAW-Volkswagen, incluindo a falta de registro de vendas de cerca de 170 carros novos. Poucos dias depois de o relatório de auditoria ser emitido, funcionários anticorrupção locais lançaram uma investigação contra um vice-gerente geral da divisão de vendas da FAW-Volkswagen. Em agosto do ano passado, a agência abriu inquéritos contra executivos atuais e antigos da FAW-Volkswagen. A Volkswagen não foi acusada de qualquer delito.

No caso de Qiu, os investigadores estão focando um líder provincial conhecido pela introdução de políticas relacionadas à transparência de governo. A mídia estatal já o descreveu como um "pioneiro das reforma" e um "fenômeno". Na manhã deste domingo, o último dia do Congresso Nacional do Povo na China, veículos controlados pelo governo destacaram suas contribuições para o evento, um indício de que as alegações do partido contra Qiu são novas. O premiê Li Keqiang não mencionou Qiu durante a entrevista coletiva concedida neste domingo no encerramento das reuniões legislativas. Ao discutir a campanha anticorrupção, Li disse que as autoridades continuam fazendo "grandes esforços para garantir que todos os atos de corrupção sejam punidos". Fonte: Dow Jones Newswires.

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