China pressiona Coréia do Norte a retomar diálogo nuclear

O ministro das Relações Exteriores da China, Tang Jiaxuan, durante reunião com o chanceler norte-coreano, Paek Nam Sun, pediu que o governo de Pyongyang retome o diálogo sobre a desnuclearização da península coreana, informou nesta terça-feira a agência oficial de notícias chinesa Xinhua. A crise detonada pelo programa nuclear norte-coreano havia começado a se encaminhar para uma possível solução em setembro de 2005. Mas, nos últimos meses, novos atritos entre americanos e coreanos congelaram as negociações. Na reunião com Paek, Tang pediu ao sexteto que participa das negociações sobre a questão nuclear norte-coreana - formado por China, Estados Unidos, Rússia, Japão e as duas Coréias - que "saia do ponto morto atual e promova o reatamento do diálogo". A imprensa chinesa não entrou em detalhes sobre a visita do ministro norte-coreano ao país. Mas os analistas acreditam que seu objetivo é conhecer as estratégias de reforma econômica chinesa, a fim de aplicar métodos parecidos na empobrecida Coréiado Norte. Papel decisivo Em Pequim, no dia 30 de maio, Paek havia se reunido com o chanceler chinês Li Zhaoxing e com o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, para discutir o problema nuclear. A China desempenha um papel decisivo na crise. O país é anfitrião do diálogo multilateral que em setembro de 2005 produziu um documento em que a Coréia do Norte se comprometia a abandonar o programa nuclear em troca de ajuda energética. Poucas horas depois, no entanto, o acordo foi suspenso, porque a Coréia do Norte exigiu autorização para instalar um reator nuclear de água leve, antes de iniciar o abandono do programa. Desde então não houve avanços.Os EUA redobraram, nas últimas semanas, seus esforços para que Pequim pressione ainda mais a Coréia do Norte e consiga que o país volte à mesa de negociações para pôr fim a esta crise, iniciada em outubro de 2002.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.