China procura agitadores 'casa por casa' no Tibete

Autoridades não confiam no ultimato dado aos agitadores para que se entreguem antes da meia-noite

Efe,

16 de março de 2008 | 17h07

As Forças Armadas chinesas não confiam no resultado do ultimato dado aos "agitadores" no Tibete para que se entreguem antes da meia-noite da segunda-feira, 17, e está procurando essas pessoas "casa por casa" em Lhasa, capital onde pelo menos 30 pessoas podem ter morrido, segundo as autoridades.   Veja também: Cresce tensão no Tibete e China fecha capital por segurançaDalai Lama denuncia 'genocídio cultural' Governo tibetano estima que 80 pessoas morreram em LhasaHu Jintao é reeleito na China e Xi Jinping é seu vice  O prefeito de Lhasa, Doje Cezhug, disse neste domingo, 16, que a cidade "está calma" e que "a situação geral no Tibete é boa", após os graves distúrbios registrados na sexta-feira. Doje atribuiu essa violência a "um grupo de monges e arruaceiros que bateram, destruíram, saquearam e incendiaram escolas, hospitais e comércios, com o objetivo de perturbar a vida feliz e estável dos tibetanos". Além disso, negou que tenha sido imposta a lei marcial e que seja proibido sair às ruas, principalmente aos estrangeiros. Segundo uma fonte que pediu para não ser identificada, "o centro histórico de Lhasa continua isolado e poucas pessoas circulam, levando bolsas com objetos recuperados nos comércios destruídos." Neste domingo, 16, conflitos estouraram em uma província nas proximidades do Tibete, dois dias após protestos de rua de tibetanos contra a dominação chinesa em Lhasa, que o governo em exílio da região alega ter matado 80 pessoas.  Um policial, dando declarações quando o principal prédio do governo no condado de Aba, na província de Sichuan, foi cercado, disse que cerca de 200 manifestantes tibetanos haviam atirado bombas e queimado uma delegacia. Segundo relatos, algumas pessoas morreram nos confrontos, porém a informação não foi confirmada pelas autoridades.  Dalai-lama O líder espiritual do Tibete, dalai-lama, pediu uma investigação internacional sobre o que caracterizou como "genocídio cultural" cometido pelas autoridades chinesas na região autônoma.  O governo afirma que 10 pessoas morreram durante os protestos que ocorreram na sexta-feira contra os mais de 50 anos de domínio chinês no Tibete - boatos de que este número seria até dez vezes maior são difíceis de confirmar, segundo a BBC. Haia Uma manifestação em Haia contra a presença chinesa no Tibete, com a presença de 500 pessoas, acabou neste domingo em um ataque de cerca de cem participantes contra a embaixada chinesa na Holanda. Pelo menos dois manifestantes conseguiram entrar no edifício, onde foram detidos pela polícia e depois levados para a delegacia, disse um dos organizadores do protesto à imprensa.

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