David Moir/Arquivo/Reuters
David Moir/Arquivo/Reuters

China proíbe bailes de gala oficiais para melhorar imagem do governo

Xi Jinping disse que as exibições, 'extravagantes e esbanjadoras', provocaram reclamações públicas

O Estado de S. Paulo,

13 de agosto de 2013 | 18h13

PEQUIM - A China vai proibir as autoridades de darem bailes de gala em encontros oficiais, na mais recente medida do presidente Xi Jinping para combater a corrupção e melhorar a imagem do governo, disse a mídia estatal nesta terça-feira, 13.

Todas as áreas do governo serão proibidas de usar seus fundos para organizar bailes, que geralmente contam com a presença celebridades, disse a agência estatal de notícias Xinhua citando uma circular do governo.

Segundo a Xinhua, as exibições grandiosas eram "extravagantes e esbanjadoras" e tinham "prejudicado a imagem do Partido Comunista Chinês e do governo, provocando reclamações públicas". Quem descumprir a proibição será punido, disse a agência.

Grandes reuniões do governo e do partido da situação, como as das legislaturas provinciais, são frequentemente marcadas por shows de variedade que apresentam atores mirins e pessoas vestidas como felizes minorias étnicas.

A nova medida ecoa demandas similares que Xi fez a oficiais do partido desde que assumiu como chefe do partido, em novembro passado. Ele fez da redução da extravagância e do desperdício um tema chave de sua administração, buscando amenizar a ira contra a corrupção e restaurar a fé no partido.

Xi disse para as autoridades pararem com a prática de fazer discursos absurdos e promover a bajulação, e proibiu álcool nas funções militares, enquanto tenta projetar uma imagem de homem do povo.

O partido, temeroso de qualquer coisa que possa diminuir seu poder, vem lutando para conter a ira popular contra uma onda de escândalos de corrupção, principalmente quando as autoridades são vistas abusando de seus postos para enriquecer. Xi advertiu que a sobrevivência do partido está em risco e que o país pode enfrentar tumultos se a corrupção não for combatida./ REUTERS

 
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