China proíbe hospitais de rejeitar atendimento de emergência a pobres

Os hospitais chineses não podem se negar a atender pessoas que precisam de atendimento emergencial, determinou nesta segunda-feira a Comissão Nacional de Planejamento da Saúde e da Família, num momento em que o governo tenta combater um problema persistente no amplo serviço de saúde do país.

REUTERS

08 de julho de 2014 | 20h29

Garantir acesso ao atendimento à saúde, e a baixo custo, é uma das principais plataformas do governo do presidente Xi Jinping. Mas os hospitais estão com frequência sem recursos e superlotados, e o acesso à assistência médica continua sendo um grande problema para os pobres.

Os hospitais e as equipes de primeiros socorros não podem recusar ou retardar o atendimento de emergência se os pacientes não tiverem condições de pagar ou se sua identidade estiver em questão, assinalou a comissão em seu comunicado.

As novas regras vão ajudar a eliminar o problema social de "esperar por dinheiro antes de salvar vidas", acrescentou.

Quem desrespeitar as normas nos hospitais será alvo de investigação, afirmou a comissão, que orientou as autoridades locais a alocarem recursos para atendimentos emergenciais.

O governo chinês vem repetidamente comunicando aos hospitais que não podem recusar casos de emergência. A mídia estatal divulga com frequência casos grotescos de pessoas que ficaram aleijadas ou morreram porque os hospitais recusaram tratamento por conta de questões financeiras.

O atendimento à saúde na China não é gratuito, mas deveria ser muito barato. No entanto, boa parte dos médicos e enfermeiras é mal paga e suplementa seus salários com subornos, o que significa que o tratamento costuma ficar fora do alcance dos pobres, especialmente em áreas rurais.

(Reportagem de Megha Rajagopalan)

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