China proíbe importações de sete de empresas dos EUA

O veto acontece depois de Washington fechar as portas para produtos chineses

15 Julho 2007 | 02h06

O Governo chinês proibiu a importação de produtos de sete empresas de alimentação dos Estados Unidos alegando que eles eram tóxicos, poucas semanas depois de Washington fechar a passagem para produtos chineses contaminados. Segundo informa neste domingo o jornal "South China Morning Post", em um ato de represália de Pequim, o frango congelado da Tyson Foods não poderá entrar no mercado chinês, depois que a Administração Geral de Supervisão de Qualidade Inspeção e Quarentena (AQSIQ) encontrou salmonela neste produto. A Tyson Foods é a maior empresa de carnes do mundo. Outros dos alimentos americanos nos quais a AQSIQ encontrou de remédios antiparásitarios ou aditivos são as asas de frango congeladas da Cargill Meat Solutions, e as costelas e orelhas de porco de outras empresas dos EUA. As autoridades chinesas anunciaram também que a polpa de laranja, os abricós secos, a uva e os suplementos alimentícios procedentes dos EUA também não entrarão em seu mercado por não cumprir com suas normativas sanitárias. A decisão foi anunciada depois que os Estados Unidos e outros países ocidentais proibiram ou aumentaram os controles às exportações chinesas após a morte de cem pessoas no Panamá por um composto tóxico procedente da China em um xarope, e de vários animais de estimação morrerem nos EUA por causa de um alimento chinês. A China respondeu a esta situação com medidas drásticas como a execução nesta semana do ex-diretor da administração de alimentos e medicamentos Zheng Xiaoyu. Além disso, o Governo comunista reforçou as medidas e controles em seus setores alimentício e farmacêutico. Segundo um estudo governamental publicado pela agência "Xinhua", a Administração Estatal de Indústria e Comércio informou que no primeiro semestre de 2007 foram retiradas do mercado 5.800 toneladas de alimentos que descumpriam os padrões exigidos. No total, foram registrados 34.400 casos de produtos falsos ou de baixa qualidade avaliados em US$ 8,9 bilhões, foram descobertas 63.600 empresas sem autorização de funcionamento e foram revogadas 2.207 autorizações de produção a empresas que descumpriam as normas Chinesas. No entanto, Li Yuanping, um funcionário da AQSIQ, assegurou que 99% das exportações chinesas estão dentro dos padrões sanitários e que os casos de intoxicação são excepcionais.

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