China proíbe o uso de palavras estrangeiras na mídia

Segundo órgão controlador, estrangeirismos 'estão destruindo a pureza' da língua chinesa

BBC Brasil, BBC

21 de dezembro de 2010 | 19h15

O governo chinês proibiu jornais, editoras e donos de sites de usar palavras estrangeiras, especialmente em inglês.

A Administração Geral de Imprensa e Publicações, órgão estatal que controla a imprensa e as editoras da China, disse que essas palavras estão destruindo a pureza da língua chinesa e determinou que o chinês padrão deve ser a norma.

Siglas e abreviaturas estrangeiras devem ser evitadas, segundo a determinação, que amplia normas que já se aplicavam ao rádio e à TV.

O órgão disse que, com o desenvolvimento econômico e social, línguas estrangeiras estavam sendo cada vez mais usadas em todos os tipos de publicações na China.

Nomes e lugares

O costume estaria "prejudicado seriamente" a pureza da língua chinesa e resultado em "impactos sociais adversos" sobre o ambiente cultural, segundo o jornal People's Daily.

Se uma palavra tiver de ser escrita em uma língua estrangeira, deve ser acompanhada de uma explicação em chinês - determinou o órgão.

Traduções de nomes de pessoas e de lugares estrangeiros devem ser padronizadas.

Até o momento, no entanto, a mídia chinesa não parece estar dando muita atenção à medida.

No portal chinês Baidu, por exemplo, palavras como punk, rap e iPhone aparecem na grafia original.

E a própria agência de notícias oficial do país, a Xinhua, usa siglas inglesas como GDP (Gross Domestic Product, ou Produto Interno Bruto) e até UFO (Unidentified Flying Object, Objeto Voador Não Identificado).

 

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