China proíbe professores de receber presentes de alunos

A China proibiu professores de receber presentes de alunos e de seus pais para coibir a compra de favores no sistema educacional, muitas vezes expresso em tratamento especial a alguns estudantes, segundo a mídia estatal.

REUTERS

15 de julho de 2014 | 12h30

As novas medidas fazem parte da campanha do governo contra a corrupção, que envolve funcionários públicos e dirigentes de empresas estatais, bem como reitores de universidades.

Os professores estão agora proibidos de pedir ou receber presentes, dinheiro e outros objetos de valor de alunos e pais, informou a agência oficial de notícias Xinhua na noite de segunda-feira, citando o Ministério da Educação.

As novas regras também proíbem os professores de participar de jantares organizados por pais, o que poderia comprometer o julgamento deles nos exames e nas avaliações dos alunos.

Eles também não têm autorização para receber comissões em troca de vender livros, jornais e revistas para os alunos, acrescentou a Xinhua.

Feriados e épocas especiais, como formaturas e início de semestre, onde é mais provável que estudantes presenteiem seus professores, são momentos especialmente importantes para vigiar tais atividades, de acordo com o ministério.

Os professores que aceitarem objetos de valor e favores, contrariando as normas, serão denunciados publicamente, enquanto os infratores graves serão demitidos e processados.

(Reportagem de Li Hui e Ben Blanchard)

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