China proíbe tratamento com células-tronco sem aval do governo

A China ordenou a suspensão de todos os tratamentos e testes clínicos com células-tronco que não tiverem a aprovação oficial, informou a mídia estatal nesta terça-feira, no momento em que o governo tenta controlar a ampla oferta de tratamentos com células-tronco no país.

SALLY HUANG E DON DURFEE, REUTERS

10 de janeiro de 2012 | 08h43

O Ministério da Saúde também parou de aceitar novos requerimentos para programas de células-tronco, proibição que irá durar até julho e ocorre no momento em que a China começa um programa de um ano para melhorar a regulamentação do setor, disse um porta-voz do ministério, segundo a agência Xinhua.

Um número crescente de hospitais e clínicas especializadas em grandes cidades da China tem oferecido tratamento com células tronco nos últimos anos para o tratar de doenças desde câncer e Alzheimer até lesões na coluna vertebral. Esses tratamentos têm pouco ou nenhum fundamento científico e são considerados, no melhor dos casos, experimentais.

Alguns casos envolvem grandes hospitais, em que pacientes pagam milhares -- senão dezenas de milhares -- de dólares para tratamentos que são divulgados na Internet.

Um porta-voz do ministério disse que provedores de serviços de saúde não poderiam mais cobrar por usos experimentais de células-tronco.

Segundo médicos, pacientes e seus parentes que conversaram anteriormente com a Reuters, aqueles que receberam tratamento tiveram pouca ou nenhuma melhora nos problemas de saúde e muitos morreram por causa disso. Recibos vistos pela Reuters indicam que um desses hospitais é administrado pelo Exército chinês.

Tais tratamentos com células-tronco não ocorrem apenas na China. Especialistas alertaram contra clínicas e hospitais no México, na Índia, Turquia, Rússia e em outros países que oferecem tratamentos semelhantes que não foram testados clinicamente e não são reconhecidos como procedimentos padrão.

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