China promete compensar vítimas da violência no Tibete

Conflito deixou um número ainda incerto de vítimas; Pequim amplia campanha para melhorar sua imagem

John Ruwitch, da Reuters, REUTERS

29 de março de 2008 | 10h38

A China ofereceu pagar uma compensação às famílias dos civis que morreram nos conflitos na capital do Tibete neste mês, enquanto Pequim mantém uma intensa campanha de marketing após os tumultos em Lhasa.  Veja também: . Capital do Tibete volta aos poucos ao normal, diz diplomata brasileiro. UE pedirá pelo fim da 'repressão' no Tibete. Tibetanos prometem mais protestos em revezamento da tocha. Dalai-lama diz que mentiras da China podem criar tensão racialA pressão externa para que a China respeite os direitos humanos cresceu após a resposta do governo para as manifestações das últimas duas semanas no Tibete e em regiões adjacentes. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu a líderes chineses que convocassem um diálogo com representantes do líder espiritual tibetano no exílio, o dalai-lama. A deflagração de protestos anti-China e a resposta do país a eles tornaram-se um foco de preocupação internacional meses antes da Olimpíada de Pequim. O governo chinês espera que os Jogos de agosto sejam uma chance de mostrar o progresso da quarta maior economia do mundo.   Pelas contas do governo, 18 civis foram mortos durante os conflitos em Lhasa em 14 de março, quando manifestantes lançaram pedras sobre a polícia, além de queimarem e saquearem lojas e casas. A família de cada civil morto receberia 200.000 iuanes (US$ 28.530), informou uma nota do governo regional do Tibete. Os feridos no caos que tomou conta de Lhasa após dias de manifestações lideradas pelos monges budistas terão direito a atendimento médico grátis, informou a agência estatal Xinhua. "Medidas estão para ser tomadas para ajudar as pessoas a reparar suas casas e lojas danificadas nos conflitos ou construir novas", afirmou a agência. O governo tibetano no exílio, estabelecido quando o dalai-lama fugiu para a Índia após uma revolta fracassada em 1959, estima que houve 140 mortes nos conflitos. Em Nova Délhi, neste sábado, o dalai-lama acusou Pequim de fazer propaganda, exagerando sobre a violência no Tibete enquanto tenta convencer que a reação chinesa não foi tão dura. "Algumas pessoas respeitáveis e neutras deveriam ir (ao Tibete) investigar tudo com completa liberdade," disse o dalai-lama. Mas ele defendeu os Jogos em Pequim. 

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