China promete executar envolvidos em mortes nos protestos

Partido Comunista afirma que governo reprimirá qualquer atividade vista como ameaça à segurança em Urumqi

08 de julho de 2009 | 09h46

A China executará os responsáveis pelas mortes ocorridas nos distúrbios étnicos ocorridos nos últimos dias em Urumqi, capital da província de Xinjiang, afirmou nesta quarta-feira, 8, o líder local do Partido Comunista, Li Zhi. Numa entrevista coletiva transmitida pela televisão chinesa, Li afirmou que diversas pessoas foram detidas, inclusive estudantes. "Aqueles que cometeram crimes cruéis serão executados", prosseguiu.

 

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Sem entrar em detalhes, Li advertiu ainda que o governo reprimirá qualquer atividade vista como ameaça à segurança em Urumqi, onde gangues das etnias rivais uigur e han tem percorrido as ruas e promovido ataques mútuos nos últimos dias. A China reforçou a presença de agentes de segurança na capital de Xinjiang.

 

Distúrbios iniciados no fim de semana, durante uma manifestação de muçulmanos uigures, provocaram a morte de pelo menos 156 pessoas. Mais de 1.100 ficaram feridas. Ainda não se sabe ao certo quantos hans e uigures morreram nos distúrbios nem quem estaria por trás das mortes.

 

A violência obrigou o presidente da China, Hu Jintao, a cancelar sua participação na reunião de cúpula do Grupo dos Oito (G-8, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia), que começa em Áquila, região central da Itália.

 

A cidade de Urumqi, capital da província no noroeste chinês, impôs um toque de recolher noturno após milhares de chinesas Han terem tomado as ruas para protestar e pedir vingança contra a etnia uigur pela violência de domingo. Houve alguns desentendimentos entre a multidão nesta quarta-feira, o que levou a polícia a deter possíveis líderes dos protestos.

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