China promete medidas duras contra prédios públicos frágeis

A China prometeu na quarta-feira tomarmedidas severas contra quaisquer companhias estatais que tenhamconstruído os prédios públicos, entre eles escolas, quedesabaram como castelos de cartas durante o terremoto de 12 demaio. O governo já tinha aberto um inquérito para averiguar porque os prédios de escolas desabaram mais facilmente do que osoutros, matando e soterrando milhares de crianças. O tremor, que atingiu a populosa província de Sichuan, nosudoeste do país, matou mais de 40 mil pessoas --este númerodeve crescer ainda mais, já que as equipes de resgate continuamvasculhando os escombros. O terremoto aconteceu no meio da tarde, quando muitascrianças estavam em aula ou cochilando. Li Rongrong, chefe da Commissão de Supervisão eAdministração de Ativos, órgão estatal responsável pelasupervisão do enorme setor público do país, disse que asconstrutoras contratadas sob seu comando costumam ser muitoboas. "Seus projetos têm sido muito bons e essas empresas têm umaboa reputação tanto aqui quanto no exterior", disse Li em umacoletiva de imprensa. "Se estes prédios (os que desabaram) foram construídos porgrandes empresas estatais, tomaremos medidas severas",acrescentou, sem dar detalhes. Li disse que o governo mandou três especialistas a Sichuanpara analisar a questão. O alto número de escolas conceituadas cujos prédiosdesabaram, matando e soterrando centenas de crianças, revoltouos pais, que acusam as autoridades de cortar gastos, piorandoos padrões de segurança. Na semana passada, o ministro da Habitação admitiu que ocorte de gastos pode ter influenciado. Blogueiros e mídia estatal também questionam as fotos deescolas em ruínas, ao lado de prédios sem qualquer dano. "Uma resposta deve ser dada para os nossos filhos. Nenhumdos prédios desabou a não ser este", disse Li Xiaoping, cujofilho de 11 anos morreu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.