China promete reformas nos mercados de capitais

O Conselho Estatal da China, ou o gabinete do governo, prometeu nesta sexta-feira estimular o investimento de capital no exterior e de estrangeiros para o mercado doméstico chinês. Além disso, a liderança chinesa também afirmou que aumentará a abertura do mercado do país como parte de uma ampla série de reformas.

AE, Agência Estado

09 Maio 2014 | 13h57

O conselho disse que vai permitir de maneira constante que residentes no exterior invistam diretamente nos mercados de capitais da China, ao mesmo tempo em que incentiva investimentos para o exterior por residentes chineses.

A limitação de investidores estrangeiros que possuem participações em empresas listadas na China também será gradualmente flexibilizada, disse o conselho, enquanto repetiu que planeja expandir a cobertura e aumentar quotas de investimento para os programas de investidores institucionais qualificados domésticos e estrangeiros, também conhecidos como QDII e QFII.

A maioria das reformas apresentadas pelo conselho havia sido citada anteriormente em relatórios governamentais e documentos, seguindo a Terceira Sessão Plenária do 18º Comitê do Partido Comunista da China que delineou as reformas até 2020.

O documento emitido sexta-feira informou que a China pretende "até 2020, basicamente, atingir um sistema de mercado de capitais de vários níveis que tenha uma estrutura razoável, função perfeita, regulação transparente e que seja prudente e eficiente, aberto e inclusivo".

O Conselho Estatal disse que vai configurar e melhorar o sistema de emissão de títulos de governos locais, fortalecer investigações sobre informações privilegiadas e manipulação de preços dos mercados de dívida e melhorar a monitorização e tratamento de defaults de dívida.

O governo também exigirá aumento de monitoramento de riscos "intersetorial, entre mercados e transfronteiriço", abrangendo setores de mercados de capitais, mercados monetários e de gestão de riqueza.

O conselho disse que as autoridades locais precisão considerar a sensibilidade dos mercados de capitais quando apresentarem políticas. As exigências visam garantir expectativas estáveis para os mercado.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, mencionou várias vezes que o governo não vai repetir um estímulo enorme observado em outras gestões. Em vez disso, ele ressaltou reformas para apoiar o crescimento econômico.

O governo também está empenhado no desenvolvimento de produtos de derivativos financeiros, em linha com as reformas das taxas de juros e de câmbio. Fonte: Market News International.

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