Mark Schiefelbein/AP Photo
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China propõe à Coreia do Norte suspensão de atividade nuclear

Enquanto Pequim tenta diminuir a tensão na região, secretário de Estado americano anuncia visita

O Estado de S.Paulo

08 de março de 2017 | 02h00

PEQUIM - A China propôs à Coreia do Norte a suspensão de suas atividades nucleares e de mísseis em troca do fim dos exercícios militares conjuntos conduzidos pelos EUA e Coreia do Sul. O objetivo é "desativar" a crise que se instalou na península coreana.

Nesta quarta-feira, 8, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse que as tensões crescentes na península coreana são como "dois comboios acelerados, que se aproximam sem que nenhum dos lados esteja disposto a ceder".

"Para desativar a crise na Península (da Coreia), a China propõe que, como um primeiro passo, a Coreia do Norte suspenda suas atividades nucleares e de mísseis em troca de que se encerrem os exercícios conjuntos em grande escala dos EUA e da Coreia do Sul", afirmou o chanceler.

Wang disse que "a suspensão em troca da outra suspensão pode nos ajudar a romper com o dilema de segurança e levar as partes de volta à mesa de negociações".

Na segunda-feira 6, a Coreia do Norte lançou quatro mísseis balísticos que caíram no Mar do Japão. Os alvos eram as bases americanas em território japonês, admitiu Pyongyang.

O Conselho de Segurança da ONU condenou energicamente os disparos dos mísseis e expressou sua preocupação pelo "comportamento cada vez mais desestabilizador" da Coreia do Norte.

Um texto de repúdio apresentado pelos Estados Unidos foi aprovado unanimemente pelo Conselho, apesar das tensões entre Estados Unidos e China pela inauguração de um sistema de antimísseis na Coreia do Sul.

Diplomacia. Para tentar diminuir a tensão, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, visitará a Coreia do Sul, Japão e China na próxima semana.

Em sua primeira visita a esta região como chefe da diplomacia americano, de 15 a 19 de março, Tillerson falará com autoridades desses países depois dos lançamentos dos mísseis pela Coreia do Sul.

"Em cada país, o secretário Tillerson se reunirá com altos funcionários para discutir assuntos bilaterais e multilaterais, incluída a cooperação estratégica para enfrentar o avanço da ameaça nuclear e de mísseis da Coreia do Norte e reafirmar o compromisso da administração (de Donald Trump) para ampliar e realçar os interesses em segurança e econômicos dos EUA na região da Ásia-Pacífico", disse o porta-voz do Departamento de Defesa americano, Mark Toner. / ASSOCIATED PRESS e AFP

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