Enrique Marcarian/Reuters
Enrique Marcarian/Reuters

China propõe ao Mercosul estudar a criação de uma zona de livre-comércio

País asiático não tem relações com o Paraguai, que foi suspenso do bloco

Efe,

25 de junho de 2012 | 20h28

BUENOS AIRES - O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, propôs nesta segunda-feira, 25, ao Mercosul estudar a possibilidade da criação de uma área de livre-comércio comum, o que será analisado pelos presidentes do bloco sul-americano na sexta-feira, em sua cúpula semestral, que ocorrerá na cidade argentina de Mendoza.

 

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Jiabao fez a proposta em uma videoconferência em Buenos Aires da qual participaram a presidente Dilma Rousseff e os chefes de governo da Argentina, Cristina Kirchner, e do Uruguai, José Mujica. O diálogo não teve a participação de representantes do Paraguai, país sem relações diplomáticas com a China. Embora seja membro do Mercosul, Assunção foi suspenso no domingo de seu direito de participar das reuniões do bloco após o impeachment do presidente Fernando Lugo.

 

O premiê chinês propôs aos líderes assinar uma declaração conjunta sobre o fortalecimento das relações mútuas, que será analisado pelos presidentes do Mercosul na cúpula de Mendoza. "Devemos realizar estudos de viabilidade sobre o estabelecimento de uma zona de livre-comércio entre China e Mercosul", disse Jiabao ao enumerar suas propostas ao bloco sul-americano.

 

A declaração feita pela China também inclui um compromisso mútuo de "reforçar a comunicação e confiança estratégicas" e "aprofundar a cooperação" em todos os campos, incluindo o comercial, com vistas a duplicar o volume de trocas comerciais para 2016 em relação às do ano passado.

 

Em 2011, a China exportou ao Mercosul US$ 48,4 bilhões em produtos, 34,5% a mais que em 2010, enquanto importou do bloco sul-americano US$ 51 bilhões, com uma alta anualizada de 37,9%. Embora o balanço tenha superávit para o Mercosul, isso se deve ao volume de comércio da China com o Brasil, pois os outros três membros do bloco tiveram em 2011 déficit em seu comércio com o gigante asiático.

 

Dilma, por sinal, considerou uma prioridade estreitar a cooperação com a China, em particular em um "cenário de crise internacional, que parece se estender". "É uma estratégia para evitar que a crise contamine nossos mercados e se estenda a nós", afirmou. 

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