Anthony WALLACE / AFP
Anthony WALLACE / AFP

China qualifica sanções americanas contra Hong Kong como ‘palhaçada’

'Intimidação e ameaças não podem amedrontar o povo chinês', disse o governo em comunicado oficial

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2020 | 04h49

PEQUIM - O escritório de representação de Pequim em Hong Kong disse neste sábado, 8, que as sanções impostas por Washington a autoridades chinesas são uma “palhaçada” que não irá intimidar ou abalar a China. 

Nesta sexta-feira, 7, os Estados Unidos aplicaram punições contra a chefe do Poder Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, e 10 outras autoridades de alto nível na ilha e na China.

Os EUA acusam essas autoridades de cercear a liberdade política em Hong Kong. 

A ação aumenta a tensão existente entre Estados Unidos e China, pouco mais de um mês após Pequim impor uma legislação de segurança nacional em Hong Kong, criticada por governos do ocidente e grupos de defesa dos direitos humanos. 

“As intenções inescrupulosas dos políticos americanos ao apoiarem o caos anti-China em Hong Kong foram reveladas e as suas ações são ridículas”, afirmou o escritório. “Intimidação e ameaças não podem amedrontar o povo chinês.”

As sanções impedem os americanos de realizarem negócios com as autoridades listadas. 

O Departamento do Tesouro americano disse que a imposição de uma legislação de segurança nacional “draconiana” por parte de Pequim enfraqueceu a autonomia de Hong Kong e deu “base para a censura de indivíduos considerados inimigos da China”. 

O chefe da polícia disse à imprensa local neste sábado que sua função é manter a segurança do país e de Hong Kong e que sanções estrangeiras não importavam./REUTERS

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