Kenzaburo Fukuhara/ AP
Kenzaburo Fukuhara/ AP

China quer estar entre os líderes do armamento mundial

Presidente Xi Jinping fez a afirmação na série 'Exército Poderoso', veiculada pela TV estatal

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 05h06
Atualizado 04 Outubro 2017 | 05h36

O presidente chinês Xi Jinping afirmou desejar que o país que governa esteja entre as prinicpais potências do armamento mundial. O comunicado, que faz parte da série "Exército Poderoso", produção estatal veiculada pela TV do governo, sinaliza aos presidente das empresas do setor que se esforcem para aprimorar pesquisas e desenvolvimento armamentício.  

O jornal independente South China Morning Post também tratou do assunto e republicou trechou da fala de Jinping. "Os desenvolvedores de armamentos devem buscar e alcançar, e inclusive superar, a tecnologia armamentícia de outros países". "A importância do desenvolvimento de armas aumentado à medida em que as tecnologias militares melhoram". 

O pronunciamento de Jinping acontece poucas semanas após o novo lançamento de míssil pela Coreia do Norte, que foi condenado pelo então principal aliado norte-coreano, o país chinês. A China bloqueou parte da exportação de petróleo ao regime de Kim Jong-un.

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"Se há uma brecha no armamento, é impossível ganhar uma batalha", adicionou o presidente no episódio do seriado. Jinping aborda também o desenvolvimento de outras frentes do sistema científico e tecnológico das forças armadas, como a supercomputação, a navegação por satélite e o desenvolvimento de novos mísseis balísticos.  

"A tecnologia dos mísseis antibalísticos da China está alcançando a dos Estados Unidos", disse o presidente, quem também assegurou que apenas seu país e o de Donald Trump têm meios para interceptar armamentos deste tipo.

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Especialistas no setor acreditam que o país esteja usando parte de seu potencial jovem - universitários e recém-formados - para aprimorar programas científicos, o que inclui o sistema de navegação Beidou, o equivalente chinês ao GPS, sistema americano que já é usado em todo o mundo. 

No início deste mês de outubro, a além da modernização das Forças Armadas, a China anunciou também mudanças na cúpula militar, que inclui alterações na liderança do Partido Comunista. / EFE 

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