China quer estreitar laços militares com o Irã, diz agência chinesa

Ministro da Defesa chinês se encontrou com comandante da Marinha iraniana e falou da cooperação entre os dois países

O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 12h34

PEQUIM - O ministro da Defesa chinês, Chang Wanquan, se encontrou nesta quinta-feira, 23, com o comandante da Marinha iraniana, Habibollah Sayyari, em mais um sinal de que os países estão fortalecendo laços militares. Na visita, Wanquan disse que a China espera estreitar os laços, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Wanquan disse a Sayyari que as duas forças armadas têm mantido "uma boa cooperação em visitas mútuas, treinamento de pessoal e outros campos nos últimos anos", informou a Xinhua. "O intercâmbio entre as duas Marinhas tem sido frutífero e seus navios de guerra fizeram visitas bem-sucedidas um ao outro", declarou Chang.

Segundo o ministro chinês, o Irã sinalizou no encontrou que dá grande importância às relações com o país asiático e também espera fortalecer as relações militares. Sayyari disse que o Irã está "pronto para reforçar os intercâmbios bilaterais e fazer avançar a cooperação entre as duas forças armadas, especialmente a cooperação naval".

A China tem estabelecido laços com os militares de países rivais aos Estados Unidos, como a Rússia, para tentar reduzir o domínio naval dos americanos na região Ásia-Pacífico. Com o Irã, Pequim também mantém ligações econômicas próximas, apesar do governo chinês participar de esforços internacionais para forçar o parceiro a cooperar com a comunidade global em relação ao programa nuclear.

Pela primeira vez na história, dois navios de guerra chineses atracaram no porto iraniano de Bandar Abbas, para participar de exercícios navais conjuntos no Golfo Pérsico, informou a mídia estatal iraniana em 20 de setembro. A cooperação naval entre os dois países tem a intenção de reforçar a capacidade militar do Irã no Golfo Pérsico, dizem os analistas, e mostra o plano da China de exercer maior influência e presença para além da Ásia. / AP e REUTERS

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