China quer que Obama seja cuidadoso em relação a Taiwan

A China considera fundamental uma resposta adequada à "questão Taiwan" para a manutenção das boas relações entre os governos chinês e norte-americano e conclamou o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, a suspender a venda de armas para a ilha. "Analisando as relações China-EUA nos últimos anos, a questão mais delicada tem sido Taiwan", afirmou a repórteres na quinta-feira Qin Gang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. "Uma resposta adequada a essa questão é algo fundamental (para as relações China-EUA)", disse. A China reivindica ter soberania sobre Taiwan desde 1949, quando os comunistas de Mao Tsé-tung venceram a guerra civil chinesa e o grupo de Chiang Kai-shek, aliado dos norte-americanos, fugiu para a ilha. O governo chinês promete desde então trazer a ilha para o seu domínio, por meio da força se necessário. Em 1979, os EUA passaram a reconhecer a China continental e não mais Taiwan como a verdadeira China. Mas o governo norte-americano, obrigado por uma lei a ajudar a ilha a defender-se, continua a ser o maior aliado dela e seu principal fornecedor de armas. O ministro da Defesa chinês, Liang Guanglie, criticou no mês passado um plano norte-americano de vender um pacote de armas para Taiwan avaliado em 6,5 bilhões de dólares. Entre esses armamentos haveria helicópteros de ataque e mísseis. Liang exigiu que os EUA suspendessem toda a cooperação militar com a ilha. Obama, que toma posse em janeiro de 2009, manifestou apoio à venda de armas durante sua campanha eleitoral. O futuro presidente também disse que cooperaria com a China em questões de segurança e econômicas ao mesmo tempo em que pressionaria os governos chinês e de Taiwan a superar suas diferenças pacificamente. Qin disse que a postura da China continuava inalterada. "Nós esperamos que o lado norte-americano cumpra sua promessa de respeitar a 'política da China única' e se oponha à independência de Taiwan. E que suspenda a venda de armas para Taiwan", afirmou o porta-voz. (Reportagem de Ian Ransom)

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