China quer seguir regras de cesta de moedas, diz vice do FMI

A China não quer mudar as regras a seu favor para incluir o iuan na cesta das principais moedas de reserva do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse o vice-presidente do órgão.

ANNA YUKHANANOV, REUTERS

18 de abril de 2015 | 14h57

Pequim controla rigidamente a cotação do iuan e tem fortes controles de capital, mas está pressionanda pelo maior uso da moeda para comércio e investimento, como parte do objetivo estratégico de longo prazo para reduzir a dependência do dólar e aumentar sua influência econômica global.

Esse impulso tem mirado os Direitos Especiais de Saque (SDRs, na sigla em inglês), cesta hoje composta por dólar, iene, libra e euro e serve como principal unidade corrente do FMI.

A inclusão do iuan como primeira moeda de mercado emergente na cesta marcaria outra etapa na ascensão da China no cenário económico global. O iuan é a quinta moeda mais usada no mundo para comércio.

O FMI, que vai reavaliar a composição da cesta no fim deste ano, deve julgar qualquer nova moeda "livremente utilizável", ou conversível - visto como um dos principais obstáculos para o iuan, também conhecido como o reminbi.

Mas o Fundo também pode mudar seus critérios, ou ter uma entrada faseada para o renminbi após o cumprimento das normas, como alguns oficiais têm sugerido.

"Posso dizer que os chineses têm sido bastante claros que entendem as regras aplicáveis, e que querem se qualificar sob os critérios atuais", disse o primeiro vice-diretor do FMI, David Lipton, durante reuniões do FMI e do Banco Mundial. "Dito isso, o mundo muda e a medições específicas que se fazem, do que constitui ... livremente utilizável ??... tem de mudar acompanhando mudanças de mercado de capitais", acrescentou.

Os planos de reforma econômica chineses, incluindo a abertura de sua conta de capital e aprofundando seus mercados financeiros, puseram Pequim no caminho para inclusão na cesta do SDR, disse a diretor do FMI, Christine Lagarde, nesta semana.

O governador do banco central da China disse que Pequim deve acelerar as reformas para o iuan poder entrar no SDR, incluindo a redução da intervenção nos mercados de câmbio doméstico, a agência de notícias oficial Xinhua afirmou neste sábado.

Conselho de 24 membros do FMI deve tomar a decisão final sobre o iuan em uma reunião formal.

((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712))

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