China reafirma que problema do Tibete é assunto interno

Presidente diz que "bando do dalai-lama" afeta a união nacional" e tenta sabotar Jogos Olímpicos de Pequim

Efe,

12 de abril de 2008 | 09h56

O presidente da China, Hu Jintao, disse neste sábado, 12, que o problema do Tibete é um assunto totalmente interno, e que o conflito entre Pequim e "o bando do dalai-lama (líder espiritual dos tibetanos)" afeta a união nacional.   Veja também:  O trajeto completo do revezamento da tocha pelo mundo  Os protestos e a ligação histórica com os Jogos Olímpicos   "Nosso conflito com o grupo do dalai não é um problema étnico, nem religioso, nem de direitos humanos, mas um problema para garantir a união nacional e separar a pátria", declarou o chefe de Estado chinês, segundo informou a agência oficial Xinhua. Hu fez as declarações em reunião com o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, na cidade de Sanya, em Hainan, onde os dois participam do Fórum de Boao Para a Ásia 2008.   O presidente chinês ressaltou que os incidentes de Lhasa não foram "manifestações pacíficas, nem ações não violentas", como afirmaram algumas pessoas, mas "puros crimes violentos". "Nenhum governo responsável poderia ficar indiferente diante de tais delitos, que violaram gravemente os direitos humanos, desorganizaram seriamente a ordem social e prejudicaram severamente a segurança da vida e das propriedades da sociedade", declarou.   Segundo a agência oficial chinesa, Hu destacou que a porta para o diálogo entre o governo e o dalai-lama está aberta. "De nossa parte, não existem impedimentos para manter contatos e conversas, mas por parte do dalai-lama, sim. Se suas intenções de diálogo fossem sinceras, haveria diálogo", acrescentou.   Hu esclareceu que haverá diálogo "assim que o grupo do dalai suspender as atividades de cisão, parar de causar intrigas e incitação e acabar com as atividades destinadas a sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim".

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