China reage com cautela a teste antimíssil do Japão

Manobra militar pode provocar crise na região, já que Pequim teme que Tóquio defenda a separação de Taiwan

REUTERS

18 de dezembro de 2007 | 09h36

A China reagiu com moderação nesta terça-feira, 18, à notícia de que um destróier japonês abateu um míssil balístico durante um teste no Pacífico. Pequim disse apenas esperar que seu vizinho não cause instabilidade na região. Tóquio vem trabalhando com os Estados Unidos em sistemas de defesa antimísseis, uma aliança que preocupa a China, devido às possíveis implicações disso para Taiwan, ilha que Pequim considera uma "província rebelde". A China teme ainda que o Japão possa ajudar os EUA a defender Taiwan caso Pequim decida usar a força para reconquistar a ilha. Desde 1979, os EUA reconhecem a existência de apenas "uma China" - a comunista -, mas uma lei norte-americana obriga Washington a ajudar Taiwan a se defender. "Notamos que o Japão reiterou muitas vezes que vai seguir o caminho do desenvolvimento pacífico", disse Qin Gang, porta-voz da Chancelaria, em entrevista coletiva. "Também esperamos que as ações relevantes do lado japonês conduzam à salvaguarda da paz e da estabilidade na região", acrescentou Qin, evitando citar a questão de Taiwan, por ser "um assunto interno". "A China é contra a interferência de qualquer país sob qualquer forma na questão de Taiwan", afirmou. A reação cautelosa pode se dever à iminente visita do primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, nas próximas semanas à China.

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