STR/AFP
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China realizará dia nacional de luto em homenagem às vítimas do novo coronavírus

Cidadãos de todo o país serão convocados neste sábado, 4, a fazer três minutos de silêncio em memória dos mortos, enquanto alarmes e buzinas de carros, trens e navios serão acionados

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2020 | 03h27

PEQUIM - A China realizará neste sábado, 4, um dia nacional de luto em homenagem aos "mártires" que morreram na luta contra o novo coronavírus e aos que morreram devido à covid-19, informou o Conselho de Estado.

Às 10h, horário local, cidadãos de todo o país serão convocados a fazer três minutos de silêncio em memória das vítimas, enquanto alarmes e buzinas de carros, trens e navios soarão como um sinal de luto, disse a agência oficial Xinhua.

As bandeiras serão içadas à meia-haste em instituições oficiais, bem como em todas as embaixadas e consulados chineses em todo o mundo, enquanto atividades recreativas públicas serão suspensas em todo o país.

A China anunciou nesta sexta-feira, 3, que detectou 29 novos casos de coronavírus em pessoas que vieram de fora do país e duas novas infecções locais, enquanto quatro mortes foram registradas, todas em Wuhan, capital da província de Hubei e foco da pandemia.

Desde o início da pandemia, 81.620 casos confirmados foram registrados em toda a China e 710.985 contatos próximos foram rastreados, dos quais 19.533 ainda estão sob observação médica. Os mortos somam 3.322. Nesta sexta, nenhum novo contágio foi anunciado na província de Hubei, quatro pessoas morreram e 141 foram curadas. 

Ainda estão em observação médica 1.027 casos assintomáticos, que as autoridades de saúde atualmente não incluem em casos confirmados, incluindo 221 de fora do país. Em Hong Kong, os casos do vírus aumentaram para 802, com quatro mortes.

Em 12 de março, o governo chinês declarou que o pico das transmissões havia terminado no país asiático e, em 8 de abril, espera-se que as atividades sejam retomadas aos poucos na cidade de Wuhan, onde começou o surto, que depois se espalhou pelo mundo. / EFE

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