China reforça controle e detém cinco ativistas

Cinco ativistas tibetanos foram detidos por agentes de segurança da China depois de realizarem protestos durante os Jogos Olímpicos, horas depois de um ativista cristão ser preso quando seguia para um serviço religioso que contou com a participação do presidente norte-americano, George Bush. Padma-Dolma Fielitz, uma mulher de 21 anos, e outro ativista seguraram a bandeira nacional do Tibete ao lado da entrada da Praça Tiananmen. Os ativistas foram detidos e a bandeira retirada de suas mãos. Outros três ativistas tentaram levantar a faixa "Tibetanos estão morrendo pela liberdade", mas foram impedidos pelas autoridades. Todos os cinco ativistas - incluindo dois norte-americanos e dois canadenses - pertencem à entidade "Estudantes para um Tibete Livre". Horas antes, o ativista cristão Hua Huiqi e seu irmão Hua Huilin foram detidos por agentes de segurança quando seguiam de bicicleta para uma cerimônia religiosa na Igreja Protestante de Kuan Jie, que seria acompanhada pelo presidente Bush. Enquanto Hua Huilin foi liberado sem sua Bíblia e telefone celular, o paradeiro de Huiqi ainda é desconhecido. As autoridades chinesas costumam isolar ativistas durante períodos de maior sensibilidade, como os atuais Jogos Olímpicos. Ao sair da cerimônia, o presidente Bush disse que nenhum país deve temer a influência da liberdade religiosa, fazendo uma referência clara ao controle exercido pelo governo chinês nas atividades religiosas do país. "Deus é universal. Nenhum Estado, homem ou mulher deve temer a influência da religião", disse Bush, enquanto posava para fotos com os participantes da cerimônia na escadaria da igreja.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.