Thomas Peter/REUTERS
Thomas Peter/REUTERS

China registra 40 novos casos de covid-19 e Pequim entra em 'estado de guerra'

O total de casos confirmados agora ativos na China é de 210, cinco deles em estado grave

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2020 | 00h42

PEQUIM - A Comissão Nacional de Saúde da China relatou 40 novos casos do novo coronavírus detectados nesta segunda-feira, oito deles importados e 32 locais, incluindo 27 em Pequim, após o surto relatado no principal mercado da capital.

O governo municipal de Pequim anunciou nesta segunda que a cidade está em "estado de guerra" para enfrentar esse novo surto, que deixou pelo menos 106 infectados desde a última quinta. Segundo um porta-voz do governo, a situação epidêmica é "extremamente grave" e Pequim está em uma "corrida contra o relógio" para evitar uma maior disseminação do vírus. 

Todas as pessoas consideradas de alto risco, assim como contatos próximos de pessoas que tiveram diagnóstico confirmado, não podem deixar a cidade.

Mais de 100 mil trabalhadores já estão supervisionando 7.120 comunidades vizinhas - mais de 20 já foram isoladas - para evitar uma disseminação maciça do vírus entre a população.

Todos os trabalhadores e aqueles que tiveram contato próximo com casos confirmados ou com o mercado Xifandi - que abrange 112 hectares e tem 1,5 mil funcionários e mais de 4 mil portadores de barracas - devem permanecer em casa e fazer um teste de coronavírus em um dos centros designados em Pequim.

Da noite para o dia, algumas áreas de Pequim receberam cercas, com entradas e saídas restritas e barreiras de segurança que funcionam 24 horas. Serviços de táxi foram suspensos.  Além da determinação de fechamento de mais escolas, o governo também proibiu a realização de festas de casamento. 

Somente neste domingo, 76.499 pessoas foram testadas, das quais 59 deram positivo para o vírus SARS-CoV-2, disse nesta segunda o porta-voz da comissão municipal de saúde, Gao Xiaojun.

Além de testes e medidas de prevenção e controle, a cidade intensificou a inspeção dos mercados de produtos frescos, carne suína, bovina, ovina e de aves congeladas. Outros negócios, incluindo supermercados e restaurantes, estão sendo controlados para garantir que não haja produtos contaminados com o patógeno em circulação.

Shangai, considerada o centro financeiro da China, impôs quarentena de 2 semanas para todos que chegarem à cidade vindos de Pequim. 

200 casos ativos

Além dos 27 casos detectados na capital, a China registrou cinco outras infecções locais, quatro na província de Hebei, vizinha a Pequim, e um na província de Sichuan, no sudoeste do país.

Além disso, dos oito casos "importados", 3 foram detectados na cidade de Shanghai, três na província do Cantão, um na Região Autônoma da Mongólia Interior e um na província de Liaoning.

A Comissão Nacional de Saúde não relatou novas mortes em todo o país e observou que três casos graves foram acrescentados, sete pacientes tiveram alta e 225 contatos próximos foram liberados da observação médica.

O total de casos confirmados agora ativos na China é de 210, cinco deles em estado grave, dos 83.221 notificados desde o início da pandemia. O número de óbitos por Covid-19 continua em 4.634.

Em relação aos casos assintomáticos, que a China não conta como confirmados, foram registradas seis novas infecções, sendo duas delas importadas do exterior e três de contaminação local em Pequim. Há ainda 110 pessoas nessa situação sob observação médica, 63 dos quais provenientes de outros países.

Na região semiautônoma de Hong Kong, 1.112 infecções foram relatadas até o momento, resultando em quatro mortes, enquanto em Taiwan, 445 casos foram reportados, resultando em sete óbitos./Com informações da EFE, AFP e REUTERS

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