China registra maior número de execuções

Foram registradas 1.900 execuções em 26 países no ano passado, sendo que a maioria delas - mais de 1.000 - ocorreu na China, informou ontem, em Roma, o 4º informe anual da associação "Ninguém toque em Caim", liga internacional de cidadãos e parlamentares para a abolição da pena de morte em todo o mundo.A situação, de acordo com o informe, não é melhor no Iraque, onde foram executadas oficialmente 400 pessoas no ano passado. Por outro lado, grupos opositores pintam um quadro ainda pior no país: 2.000 execuções no período. Entre os países que mais executaram seus prisioneiros, depois de China e Iraque, destacam-se: Irã, com 153 execuções; Arábia Saudita, com 121; e Estados Unidos, com 85. De acordo com a liga, apesar do grande número de execuções, há um "progressivo reforço do processo abolicionista". O secretário do grupo, Sergio d´Elia, afirma que até hoje são 123 países abolicionistas: 75 que eliminaram definitivamente a pena de morte; 14 que a aboliram para os delitos comuns; 29 abolicionistas de fato; dois que se comprometeram em abolir a pena; e três que aplicam uma moratória legal das execuções. Por outro lado, ainda segundo d´Elia, são 72 os Estados nos quais a pena de morte continua em vigor.

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