EFE
EFE

China registra nova explosão em cidade onde 17 bombas mataram 7 pessoas

Ataques a prédios públicos de Liucheng deixaram também 51 pessoas feridas e 2 desaparecidas; polícia prendeu um suspeito

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 09h46

PEQUIM - Uma nova explosão sacudiu nesta quinta-feira, 1, um edifício oficial de Liucheng, no sul da China, onde na quarta-feira outras 17 bombas causaram a morte de 7 pessoas, além de deixar 51 feridos e 2 desaparecidos.

Segundo a agência oficial "Xinhua", o suposto ataque desta quinta aconteceu por volta das 8h locais (21h de Brasília da quarta-feira) em um imóvel próximo ao escritório de administração de estradas de Liucheng.

Por enquanto, não há informações se esta nova explosão causou mais vítimas, mas a detonação produziu graves danos em um edifício de seis andares, e imagens distribuídas nas redes sociais mostram tijolos e escombros espalhados pela rua.

A explosão aconteceu depois que a polícia local assegurou ter detido na noite de ontem o principal suspeito pela série de explosões, um morador de Liucheng de 33 anos chamado Wei.

As autoridades consideram que Wei contou com a cooperação de outras pessoas para a distribuição dos explosivos, que aparentemente estavam ocultos em pacotes postais.

Os ataques de ontem, iniciados às 15h15 locais (4h15 de Brasília) afetaram vários edifícios públicos da cidade, como centros médicos, mercados, estações de ônibus e uma prisão, informou a televisão estatal chinesa "CCTV".

A polícia local pediu aos moradores que não abram nenhum pacote suspeito, e o serviço postal de Liucheng interrompeu, por enquanto, seus serviços.

A série de explosões aconteceu na véspera do Dia Nacional da China, uma festa de fortes conotações políticas para o regime comunista, que também celebra nesta ocasião o 66º aniversário de sua criação.

O modus operandi dos ataques parece indicar que o responsável poderia ser um morador descontente com decisões do governo local, já que, no passado, violentas expropriações de terras e demolições forçadas de imóveis suscitaram ataques similares em outras partes da China.

Os ataques de quarta e quinta-feira, em todo caso, têm uma escala maior que em casos anteriores, pelo alto número de explosões concentradas em edifícios públicos de uma única cidade. / EFE

Mais conteúdo sobre:
China Liucheng

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.