China reitera vontade de combater máfias de imigração ilegal

A anunciada decisão do Governo chinês de ampliar a proteção de seus cidadãos no exterior é paralela à luta que desenvolve contra a imigração ilegal, "atitude que não é nova", disse à agência Efe um porta-voz oficial do Ministério de Assuntos Exteriores."O Governo presta muita atenção na proteção dos direitos legais dos cidadãos chineses que estão no estrangeiro e no combate às atividades ilegais de imigração, o que sempre foi sua atitude", declarou o porta-voz.Segundo a mesma fonte oficial, os imigrantes ilegais chineses se vêem prejudicados em seus direitos legais pelos chefes das máfias que os levam ao exterior."Mas esse não é um problema somente da China, mas internacional, já que prejudica os direitos básicos do ser humano", acrescentou.Sobre a eventual colaboração com a Justiça de outros países contra as máfias e a repatriação à China dos ilegais encontrados, a fonte destacou que "é preciso colaborar com os tribunais de outros países, mas a dificuldade existe porque este (é um assunto) que afeta muitos departamentos".A Assembléia Nacional Popular (ANP, Legislativo) analisa em sua sessão anual uma proposta de lei para proteger ainda mais os 3,2 milhões de cidadãos chineses que vivem no exterior.Segundo o ministro de Assuntos Exteriores, Li Zhaoxing, o elevado número de chineses que trabalham ou estudam fora da China origina incidentes de todo tipo.De acordo com as estatísticas oficiais, cerca de 675 mil chineses trabalham legalmente no exterior na indústria pesqueira, na construção de infra-estruturas, na extração de petróleo e minerais ou como marinheiros, em aproximadamente 10 mil empresas chinesas.Também é cada vez maior o número de chineses que viaja ao exterior (34,5 milhões, em 2006) e mais de um milhão estudaram fora desde a década de 1970, sendo que nem todos retornaram ao país.Segundo Shao Wei, funcionário do ministério da Educação, uma média anual de 100 mil estudantes sai da China desde 2002, em muitas ocasiões com a ajuda do Governo.

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