China renova licença de funcionamento do Google

O Google anunciou ontem que o governo chinês renovou a licença da empresa para operar na China, o maior mercado de internet do mundo, com 400 milhões de usuários. A permissão, com validade de um ano, foi concedida depois que o serviço de buscas aceitou a censura do conteúdo feita por Pequim.

, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2010 | 00h00

Para driblar o controle do governo sobre seu conteúdo, a empresa fazia o redirecionamento automático dos usuários chineses para o endereço eletrônico de Hong Kong, onde o serviço não é censurado.

A licença era uma preocupação importante porque o Google precisa dela para usar seu endereço chinês, que é fiscalizado por autoridades. Os usuários poderiam acessar diretamente o site do Google em Hong Kong ou outro site internacional do Google, mas autoridades podem limitar o acesso a esses endereços.

Apesar de ser o serviço de buscas online mais usado do mundo, o Google é o segundo mais acessado da China. A Baidu, uma empresa local, é líder de acessos.

O governo comunista determina que assuntos polêmicos no país, como democracia e direitos humanos, sejam censurados na internet. Todo conteúdo online é obrigatoriamente aprovado pelo Departamento de Informação e Propaganda. Desde que começou a operar na China continental, o Google submeteu-se a essas restrições.

A empresa havia fechado seu portal na China em março, após ter sofrido um sofisticado ataque de hackers originado no país asiático. Os invasores tentaram ainda acessar contas de e-mails de ativistas de direitos humanos críticos do governo chinês.

O incidente ganhou proporções diplomáticas. Os governos americano e chinês iniciaram uma guerra de comunicados questionando a liberdade de acesso à internet e os problemas enfrentados por empresas estrangeiras na China.

Nesta semana, o centro de investigações de Pequim afirmou que o site de relacionamentos Facebook representa um desafio para a segurança nacional e "é uma ferramenta de subversão política" dos países ocidentais, principalmente dos Estados Unidos.

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