China repatria acusados de crime organizado em Angola

A polícia da China repatriou neste sábado 37 chineses que haviam sido presos em Angola sob a acusação de fazerem parte de uma quadrilha que praticava crimes contra outros cidadãos chineses, como sequestros, assaltos, extorsões e a indução forçada de mulheres à prostituição.

AE, Agência Estado

25 de agosto de 2012 | 15h17

Esses crimes são motivo de grande preocupação para o governo da China, que se tornou um parceiro comercial importante e uma fonte de investimentos em infraestrutura em vários países africanos, entre eles Angola. O número de chineses vivendo e trabalhando em países africanos cresceu muito nos últimos anos e o aumento dessa população trouxe consigo uma onda de crimes violentos entre chineses nesses locais.

O Ministério de Segurança Pública da China disse que enviou uma força especial de policiais para Angola, que trabalhou com a polícia local em uma operação que desmantelou 12 quadrilhas chinesas, resolveu 48 crimes e resgatou 14 vítimas chinesas. Na própria China, a polícia prendeu outros 24 suspeitos de envolvimento naqueles casos.

Os 37 suspeitos repatriados chegaram a Pequim neste sábado em um voo fretado. Eles serão julgados pelas acusações de sequestro, assalto, extorsão e indução à prostituição forçada.

O site de notícias da polícia chinesa na internet publicou neste sábado três reportagens sobre a operação em Angola. Num deles, o detetive Liu Feng escreve que muitos chineses pobres e com baixo nível de educação se tornaram membros de quadrilhas no país africano, onde passaram a sequestrar empresários chineses; 14 casos como esse teriam acontecido em 2011 e cinco pessoas teriam morrido.

Segundo Feng, muitas empresas chinesas que haviam se instalado em Angola deixaram o país; os empresários que ficaram passaram a contratar guarda-costas e a se deslocar em carros blindados, além de se disfarçar para sair de casa.

Outra reportagem descreve a experiência de duas mulheres chinesas atraídas para Angola com promessas de empregos bem pagos em restaurantes. Tendo chegado a Angola, elas foram forçadas a engajar-se em prostituição, diz a reportagem.

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