China repudia críticas da ONU à prisão de ativista

O governo da China rejeitou a decisão de um comitê das Nações Unidas, segundo a qual a prisão de um ativista pró-democracia, detido há mais de um ano, é ilegal. A Comissão de Direitos Humanos da ONU decidiu que YangJianli, um chinês residente nos EUA, não teve acesso a um julgamento justo depois de ter sido detido em abril de 2002, acusado de usar um passaporte falso. Ele viajava pela China visitando desempregados e outros ativistas políticos.?Essas acusações contra a China não têm base?, disse o porta-voz da Chancelaria chinesa, Zhang Qiyue. ?Não há questão de uma assim chamada detenção arbitrária de Yang, em violação da lei?. Yang, um matemático e economista que morava em Brookline, Massachusetts, não teve acesso à família ou a advogados desde que foi capturado.A Comissão da ONU, ao divulgar publicamente suas conclusões, pediu que as autoridades chinesas ?tomem as medidas necessárias para remediar esta situação?. Yang, um cidadão chinês com direito de residência permanente nos EUA, é o líder da Fundação pela China do Século 21, um grupo que defende a democracia e o Estado de Direito na China.O governo dos EUA também pediu a libertação do dissidente. ?Exortamos a China a cumprir por completo as obrigações internacionais que assumiu?, disse Philip Reeker, porta-voz adjunto do Departamento de Estado. ?Insistimos que o Dr. Yang seja libertado e tenha permissão de se reunir à mulher e filhos em Boston?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.