China restringe circulação de noticiário estrangeiro

O governo da China anuncia neste domingo uma série de restrições à distribuição de notícias por agências informativas internacionais, proibindo todo conteúdo que viole as normas estritas já impostas á mídia nacional. As medidas entraram em vigor assim que foram divulgadas pela agência noticiosa estatal Xinhua. As novas normas exigem que os serviços internacionais distribuam seu conteúdo exclusivamente por meio da Xinhua ou por canais autorizados pela Xinhua. As regras proíbem notícias que perturbem "a ordem econômica e social da China, ou solapem a estabilidade social chinesa", de acordo com a agência estatal.Também estão proibidas notícias que prejudiquem a "unidade nacional, a soberania e a integridade territorial". O anúncio diz que as regras valem também para Hong Kong e Taiwan, embora não esteja claro como o regulamento será implementado nos sistemas legais desses territórios.A China tenta, há tempos, limitar a distribuição de notícias por estrangeiros dentro do país, e impõe limites brutais à mídia doméstica, muitas vezes mantidos por meio de penas de prisão. As novas regras parecem ter sido elaboradas para eliminar quaisquer dúvidas quanto à determinação chinesa de evitar que empresas de notícias estrangeiras operem na China continental."Agências estrangeiras de notícias não deverão procurar assinantes diretamente na China", diz o comunicado. O objetivo das regras é, segundo a Xinhua, "promover a disseminação de notícias e informação de modo seguro e ordeiro".

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