China revela identidades de 14 vítimas dos distúrbios de Lhasa

Entre os mortos está um bebê de 8 meses; tibetanos dizem que 140 pessoas morreram pela repressão policial

Efe,

01 de abril de 2008 | 02h41

A Polícia chinesa publicou as identidades de 14 dos 19 mortos nos distúrbios de Lhasa, entre os quais está um bebê de oito meses, segundo a lista fornecida nesta terça-feira, 1, pela agência estatal Xinhua. Veja também: China restringe visita de diplomatas estrangeiros ao Tibete China promete compensar vítimas da violência no Tibete Capital do Tibete volta aos poucos ao normal, diz diplomata brasileiro  UE pedirá pelo fim da 'repressão' no Tibete Tibetanos prometem mais protestos em revezamento da tocha  Dalai-lama diz que mentiras da China podem criar tensão racial Os mortos, em sua maioria chineses da etnia Han, foram vítimas dos incêndios e tumultos causados pelos manifestantes, em sua maioria tibetanos. O bebê, chamado Liang Chaofan, era filho de Liang Zhiwei (33 anos) e sua esposa, Wu Hongxia (31). Os três eram emigrantes da província de Henan (centro da China) e morreram no incêndio de uma garagem no distrito de Dagze. Outros dois emigrantes de Henan, Zhang Yongtao (17 anos) e Ru Jinliang (19), ambos homens, perderam a vida na garagem incendiada. Outras cinco vítimas eram funcionárias da loja de roupas Yishion e suas fotos tinham aparecido nos últimos dias em todos os meios de comunicação chineses, que as transformaram em uma espécie de "mártires" do conflito de Lhasa. Trata-se de He Xinxin (20 anos), Chen Jia (19), Yang Dongmei (24), Liu Yan (22) e Cering Zhoigar (21). As quatro primeiras eram da etnia Han e migraram das províncias de Henan e Sichuan (vizinha ao Tibete), enquanto a quinta era de nacionalidade tibetana. Outros dois incêndios em lojas causaram a morte de duas pessoas da etnia Han, Zuo Rencun (homem, 45 anos) e Liu Juan (mulher, 19 anos), também emigrantes de outras províncias. Os últimos dois casos conhecidos foram os de He Jianshu, um homem de 60 anos, e outro de sobrenome Gao, de idade não revelada, procedentes das províncias de Sichuan e Gansu, respectivamente, e cujas circunstâncias da morte não foram reveladas. Segundo a versão chinesa, os distúrbios de 14 de março na capital tibetana mataram 19 pessoas, entre elas um policial, enquanto houve 623 feridos em mais de 300 incêndios e ataques protagonizados pelos autores do protesto. Os tibetanos no exílio, que asseguraram num primeiro momento que os protestos eram pacíficos, cifram em mais de 140 os mortos pela repressão policial.

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