China se disporia a contrariar Pyongyang

Segundo comunicação diplomática, autoridades chinesas estão prontas para apoiar reunificação das Coreias sob o controle de Seul

, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

LONDRES

A China indicou sua prontidão em aceitar uma unificação coreana e está se distanciando do regime da Coreia do Norte, segundo telegramas da Embaixada dos EUA em Pequim divulgados pelo WikiLeaks. Os despachos dizem que altos funcionários do governo chinês apelidaram o país vizinho e tradicional aliado de "criança mimada".

Semana passada, Pequim se recusou a condenar o bombardeio norte-coreano que matou quatro pessoas na Coreia do Sul.

Segundo os despachos que o site tornou públicos, porém, a frustração do governo chinês com Pyongyang tem crescido desde os exercícios militares com mísseis e os testes nucleares realizados pelos norte-coreanos ano passado.

As preocupações de Pequim são a respeito do impacto econômico causado por uma pela instabilidade que a Coreia do Norte exerce na região, além de medo de que a morte do ditador Kim Jong-il desencadeie uma luta interna por sua sucessão. Kim designou sucessor seu filho, Kim Jong-un. Os telegramas contam que o vice-chanceler sul-coreano escutou de dois altos representantes do governo da China que as Coreias deveriam se unificar sob o controle de Seul. E esta visão está ganhando popularidade em Pequim.

Segundo os dados, um embaixador chinês alertou que a atividade nuclear norte-coreana era "uma ameaça para a segurança de todo o mundo". Representantes de Pequim teriam declarado ainda que a China poderia suportar a entrada de até 300 mil norte-coreanos no caso de uma extrema instabilidade na região. Mas precisaria usar seu Exército na fronteira para controlar o êxodo de famintos da Coreia do Norte.

Em fevereiro, o então vice-ministro do Exterior sul-coreano, Chun Yung-woo disse à embaixadora americana Kathleen Stephens que a geração de líderes chineses não consideram mais a Coreia do Norte um aliado útil ou confiável. / THE GUARDIAN

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