China se diz 'confiante' contra epidemias após tremor

A China garantiu na segunda-feiraque não haverá epidemias na área afetada pelo terremoto demaio, enquanto alguns sobreviventes se queixam de que suasterras estão sendo devastadas para dar lugar a moradiasprovisórias. Onde foi impossível cremar os corpos esmagados sobescombros, a opção foi sepultá-los profundamente, longe demananciais, segundo Mao Qunan, porta-voz do Ministério daSaúde. Acampamentos foram desinfetados, e as pessoas foramalertadas sobre os riscos. "Teoricamente, quando há grande movimentação de pessoas,aumenta o risco de transmissão de doenças", disse ele no sitedo governo (www.gov.cn). "Temos a capacidade e a confiança de garantir que nãohaverá epidemia após o desastre", disse o porta-voz. A China mobilizou as Forças Armadas para desobstruirestradas, limpar destroços e entregar alimentos, água e tendasaos desabrigados. Operários lutam para drenar lagos formadospelo sismo e para construir casas antes que comecem as chuvasde verão. Até o começo da tarde de segunda-feira (hora local),estavam confirmados 69.019 mortes, além de haver 18.267desaparecidos e 373.573 feridos. Um enorme acampamento se formou em Anxian, junto a umarodovia que passa por plantações de milho e melancia. Ali e em outros lugares, casas pré-fabricadas estão sendomontadas para fornecer um abrigo de longo prazo, sem o calordas tendas. Os ocupantes, em geral camponeses de Chaping, perto doepicentro do terremoto, não têm com que se ocupar. ZhangZhaohua, 24 anos, estava sentada em sua barraca segurando seufilho de 22 meses. Segundo ela, só os adultos resistem ao calore à dieta à base exclusiva de macarrão instantâneo. "Para nós está tudo bem, mas não para os pequenos",lamentou ela. Na vizinha Yongan, 95 por cento das casas estãoinabitáveis, mas muita gente sobreviveu porque o terremotoaconteceu no começo da tarde, quando grande parte da populaçãoestava na lavoura. Agora, alguns desses agricultores dizem que máquinas estãodestruindo suas plantações de feijão, repolho e cítricos paradar lugar às casas pré-fabricadas. "Nossa maior preocupação é o futuro e como vamos viver",disse uma mulher. "O governo está usando nossa terra, entãocomo vamos ganhar alguma coisa?" Zhang Piwu, funcionário do governo local, disse não saberquando terminará o conserto das casas que não estão condenadas."O governo não divulgou o plano ainda. É um assunto muitodelicado para as pessoas. É o que mais as preocupa", afirmou. Estima-se que chineses e estrangeiros já tenham fornecidodoações equivalentes a 6 bilhões de dólares para as vítimas doterremoto.

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