China se diz favorável à ampliação do Conselho de Segurança da ONU

Pequim evita dar apoio explícito à Índia, como fez Obama em visita a Nova Délhi

Efe,

09 de novembro de 2010 | 12h34

PEQUIM - O governo chinês se mostrou nesta terça-feira, 9, aberto a negociar a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde é um dos cinco membros permanentes com direito a veto, depois do apoio explícito dado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, à candidatura de Índia.

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"China está preparada para manter consultas com a Índia e outros países relevantes sobre a reforma no Conselho de Segurança", declarou nesta terça-feira em entrevista coletiva o porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores, Hong Lei.

O gigante asiático apoia a reforma "razoável e necessária" do Conselho, disse Hong, que destacou a prioridade de aumentar a representação dos "países em desenvolvimento", embora tenha evitado dar apoio explícito a Nova Délhi.

"Esperamos que as partes continuem mantendo consultas democráticas e pacientes para alcançar um consenso nos temas relacionados com a reforma", apontou.

O governo chinês avalia o status da Índia nos assuntos internacionais e entende as aspirações desse país, que acaba de ganhar assento não-permanente no Conselho para o biênio 2011-2012, de ter um papel mais importante na ONU.

A Índia, Japão, Alemanha e Brasil reivindicam há muito tempo entrar de maneira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, um privilégio que ostentam desde o fim da Segunda Guerra Mundial só cinco países: Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia.

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