China se diz preocupada com novas ameaças norte-coreanas

Coreia do Norte fala em ações mais agressivas do que um novo teste nuclear, em reação a sanções internacionais

Reuters

06 de fevereiro de 2013 | 09h22

PEQUIM - A China manifestou nesta quarta-feira, 6, grave preocupação com a retórica belicosa da Coreia do Norte, que ameaçou ações mais agressivas do que um novo teste nuclear em reação a sanções internacionais impostas ao regime comunista por ter lançado um foguete em dezembro.

"A China está extremamente preocupada pela forma como as coisas estão indo. Nós nos opomos a qualquer comportamento que possa exacerbar a situação e a quaisquer atos que não sejam benéficos para a desnuclearização da península coreana", disse Hua Chunying, porta-voz da chancelaria em Pequim.

"Pedimos a todos os lados relevantes que mantenham a calma, exerçam a moderação e se empenhem de maneira séria em manter a paz e a estabilidade na península coreana", acrescentou. A China é a única aliada diplomática e econômica relevante da Coreia do Norte, mas tem demonstrado crescentes sinais de exasperação com seu isolado vizinho.

O tabloide comunista Global Times, um dos mais lidos da China, disse que o país deveria adotar uma posição firme e informar aos líderes norte-coreanos sobre as consequências das suas ações. "Se a Coreia do Norte insistir em um terceiro teste nuclear apesar das tentativas de dissuadi-la, deverá pagar um preço alto", disse o jornal em editorial nas suas edições em chinês e inglês.

O jornal defendeu que a China restrinja sua ajuda caso a Coreia do Norte realize o teste nuclear que promete. Em 2009, a China supostamente cortou o envio de combustíveis à Coreia do Norte depois de um teste nuclear.

Embora esse jornal estridentemente nacionalista não seja considerado um porta-voz oficial do governo chinês, ele é visto como uma publicação influente.

A Coreia do Norte prometeu realizar mais testes nucleares e com foguetes em resposta à reprimenda da ONU por ter lançado um foguete de longo alcance em dezembro, violando sanções anteriores da entidade por causa dos testes nucleares de 2006 e 2009. Pyongyang disse que o foguete serviu para colocar um satélite em órbita, e que seu uso foi legítimo.

Na terça-feira, a Coreia do Norte intensificou sua retórica e prometeu uma ação "mais forte" - e não especificada - em resposta ao teste. Observadores dizem, com base em imagens de satélite e outras observações, que a Coreia do Norte parece pronta para testar novamente uma bomba atômica, dependendo para isso apenas da autorização do dirigente Kim Jong-un.

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