China se diz pronta a trabalhar na reconstrução da Líbia

A China está pronta a ajudar na reconstrução da Líbia após a queda de Muamar Kadafi e apoia a tomada de liderança da Organização das Nações Unidas (ONU) neste processo, disse nesta sexta-feira o vice-ministro das Relações Exteriores chinês, Cui Tiankai. "Isso depende das necessidades do povo líbio, o que eles precisarem estaremos prontos para ajudá-los", disse Cui à margem do Fórum das Ilhas do Pacífico, que aconteceu em Auckland, na Nova Zelândia.

AE, Agência Estado

09 Setembro 2011 | 15h50

Cui disse que embora no momento a prioridade líbia seja a restauração da ordem após quase sete meses de guerra civil, Pequim está pronta a oferecer auxílio quando a reconstrução começar. Questionado sobre que parte a ONU pode ter nesse processo, ele respondeu: "Nós apoiaremos a ONU em seu papel de liderança". Ele notou que tal missão para a reconstrução da Líbia precisa antes da aprovação do Conselho de Segurança da ONU, do qual a China faz parte como membro permanente.

A China, que foi alinhada ao regime de Kadafi durante um longo tempo, tem muitos interesses empresariais na Líbia. Pequim investiu bilhões de dólares em ferrovias, indústria petrolífera e nas telecomunicações e possui razões comerciais e estratégicas para não desejar que os países ocidentais exerçam muita influência na Líbia.

A China é uma grande importadora de petróleo e precisa assegurar um suprimento estável de reservas para manter em movimento sua enorme economia. A Líbia produzia cerca de 1,6 milhão de barris diários antes da rebelião estourar em fevereiro.

As informações são da Dow Jones.

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