REUTERS/Jason Redmond
REUTERS/Jason Redmond

China se oferece para ajudar os EUA no combate aos crimes cibernéticos

Em viagem a Seattle, Xi Jinping garantiu que o governo chinês defende fortemente a segurança cibernética

O Estado de S. Paulo

23 Setembro 2015 | 08h40

WASHINGTON - O presidente da China, Xi Jinping, se ofereceu na terça-feira durante um discurso em Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, para colaborar com o governo americano na luta contra o crime cibernético, depois que hackers chineses foram acusados de atacar alvos americanos.

Xi chegou ontem em Seattle na primeira escala de uma viagem que inclui paradas em Nova York e Washington, onde se reunirá com o presidente americano Barack Obama. O presidente chinês garantiu que o governo de seu país é um efusivo defensor da segurança cibernética.

"O governo da China não participará de nenhuma maneira de roubos comerciais, nem de ataques contra redes governamentais, crimes que devem ser punidos de acordo com a lei e os tratados internacionais", disse Xi.

O presidente da China discursou para líderes empresariais tanto chineses como americanos, e garantiu que seu país "está pronto para estabelecer um mecanismo de diálogo em alto nível com os EUA para combater os crimes eletrônicos".

O governo americano foi alvo de vários ataques de hackers nos últimos meses. O maior deles afetou informações pessoais, incluindo números da previdência social, endereços e históricos financeiros e de saúde de 21,5 milhões de pessoas.

Apesar de oficialmente ainda não ter sido revelado quem esteve por trás do ataque, são várias as vozes nos Estados Unidos, tanto na imprensa como na política, que asseguram que os autores foram hackers chineses.

Segundo o jornal The Washington Post, a China está construindo "uma enorme base de dados com informações pessoais de americanos", a fim de "recrutar espiões e obter mais informações sobre um adversário".

Economia. O presidente chinês, Xi Jinping, disse na terça-feira que seu governo vai acelerar os esforços para construir uma economia aberta e não vai recuar no processo de reforma.

Ele defendeu o ritmo de crescimento da economia chinesa, garantiu que os mercados financeiros de seu país permanecerão estáveis e assegurou que não vai mais desvalorizar o iuane.

"A economia da China permanecerá em um ritmo constante de crescimento bastante rápido. Ainda opera em uma categoria adequada com uma taxa de crescimento de 7%. Nossa economia está sob pressão, mas isso é parte do caminho para o crescimento", disse o líder chinês.

Entre os presentes no primeiro discurso do presidente chinês em sua viagem pelos EUA estavam executivos de Microsoft, Starbucks, Ford, Apple e IBM, a secretária de Comércio Penny Pritzker e o ex-secretário de Estado Henry Kissinger. /EFE e REUTERS

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